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ATUALIZAÇÃO SOBRE O CÓDIGO FLORESTAL - VERSÃO ATUAL, TENDÊNCIAS DE MUDANÇAS E REGULAMENTAÇÕES RECENTES. CONSULTE AS APRESENTAÇÕES DO EVENTO NO LINK "PALESTRAS E DOWNLOADS"

Atualização sobre o Código Florestal
Versão Atual, Tendências de Mudanças e Regulamentações Recentes

O código florestal volta a ser discutido pela sociedade e no congresso nacional. Além disto, nos últimos dois anos houve novas regulamentações sobre a Reserva Legal e sobre o uso de SAFs na restauração de APPs. Este evento visa atualizar o público interessado sobre o código em vigor e sobre suas regulamentações. Visa ainda, mostras as diferentes propostas de alterações, bem como a tendência para as alterações.

Coordenação
Maria Jose Brito Zakia – Consultora do IPEF
Rubens Cristiano Damas Garlipp – Diretor Superintendente da SBS

Promoção
Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais – IPEF
Sociedade Brasileira de Silvicultura – SBS

Data
Dia 08 de julho de 2009

Local
Anfiteatro do Departamento de Ciências Florestais – Esalq/USP
Av. Pádua Dias, 11 – Piracicaba/SP

Objetivos
Atualizar o público-alvo sobre o Código Florestal Brasileiro.

Vagas: 120

Programação Detalhada

Horário

Atividade

Dia 08 de julho de 2008 - Quarta-feira

08:00 – 08:30

Confirmação de presenças e abertura.

08:30 –10:00

O Código Florestal em vigor. Histórico de mudanças e de regulamentações.

10:00 – 10:15

Intervalo e café

10:15 – 12:00

Código Florestal e Resoluções CONAMA – Áreas de Preservação Permanente e Reserva Legal.

12:00 – 13:45

Almoço

13:45 – 15:00

Legislação estadual em especial – Estado de São Paulo.

15:00 – 15:20

Intervalo e café

15:20 – 16:20

Propostas em discussão no Executivo e no Congresso Nacional.

16:20 – 17:00

Tendências.

17:00

Conclusões e encerramento.

Mais informações e inscrições
http://www.ipef.br/eventos/2009/codigoflorestal.asp



CEO´S DA INDÚSTRIA GLOBAL DE PRODUTOS FLORESTAIS CLAMAM POR IGUALDADE DE CONDIÇÕES PARA RETOMAR ECONOMIA GLOBAL

CEO´s da Indústria Global de Produtos Florestais Clamam por Igualdade de Condições para Retomar Economia Global



Líderes da indústria global de produtos florestais reunidos ontem (28), em Londres, advertiram que os esforços dos governos para compensar os desafios ambientais e a crise econômica enfrentada hoje podem ter o impacto perverso de exacerbar os problemas. Subsídios de governos dão chances de se criar profundas distorções na concorrência e inibem fluxos de investimentos necessários para retomar a economia. Protecionismo e foco em economias regionais levarão à redução no comércio global e podem aprofundar a crise atual. Magnus Hall, que presidiu a reunião, refletiu o consenso entre os CEO´s, dizendo: “enquanto no curto prazo, necessitamos enfrentar a urgência da crise atual, a mudança para uma política econômica baseada em intervenções de governos terá o efeito perverso de desnivelar as condições e estimular o protecionismo”. Mirando no longo prazo, os CEO´s mostraram-se otimistas quanto à adaptação da indústria. No momento em que as pessoas de todas as nações questionam a direção ambiental e econômica do modelo global de negócios, 20 CEO´s de indústrias florestais de 12 países, clamaram pela inovação nos modelos de negócios para se adaptar às mudanças ambientais.


O modelo da indústria de produtos florestais pode ter a resposta para várias das questões enfrentadas pela humanidade. De modo crescente, os mercados estão demandando produtos que respeitem a natureza, enquanto atendem as necessidades humanas e a capacidade de suporte da Terra. Apenas as indústrias que vivem dentro de ciclos naturais irão prosperar no futuro.


Os participantes apontaram um conjunto de lições que emergiram do modelo da indústria florestal, como:


  1. A contribuição da produção sustentável para prosperidade em áreas rurais;

  2. A mitigação do desmatamento e da degradação da floresta por atividades econômicas baseadas no manejo florestal sustentável;

  3. A redução de emissões de gases de efeito estufa por processos industriais baseados no ciclo natural de carbono;

  4. O uso de materiais renováveis que sejam recicláveis e retornam para a natureza irão atender as necessidades da sociedade dentro da capacidade que a natureza suporta.


Os CEO´s apontaram que o próprio setor florestal ainda não atingiu todo o seu potencial em termos de proporcionar um modelo sustentável de produção e consumo, mas sentem-se confiantes de que o futuro de toda produção industrial deverá estar baseado em modelos que estejam evoluindo na sua indústria. A SBS é membro do ICFPA. Para mais informações, contatar Martyn Griffiths at m.griffiths@cepi.org ou Tel.: +32 2 627 49 26. Fonte: ICFPA (http://www.icfpa.org/media_center/press_releases/icfpaCeoRoundTableLondon.php).



Notas do Editor


O ICFPA (http:// icfpa.org) é constituído por associações em 43 países representando indústrias responsáveis por 90% da produção mundial de papel e mais de 50% da produção mundial de madeira. O ICFPA é um fórum para ações conjuntas em áreas que abrangem desde a comunicação até a coleta de dados. O ICFPA está comprometido com os princípios de desenvolvimento sustentável e em trabalhar com outras partes interessadas para assegurar que os benefícios ambientais, sociais e econômicos de nossos recursos naturais estejam disponíveis para as gerações atual e futuras.



CAMPANHA: REDE SBS CONTA COM VOCÊ

Você que não é nosso associado, mas se interessa pelos assuntos do setor florestal divulgados pela SBS e pelas informações disponibilizadas neste boletim diário, pode colaborar para a manutenção deste serviço. Concebida há nove anos, a Rede SBS chega diretamente, todos os dias, para inúmeros usuários cadastrados no Brasil e no exterior. As informações têm sido úteis para agregar conhecimento, divulgar eventos, auxiliar na tomada de decisões, possibilitar posicionamentos e discussões sobre programas e políticas do setor. Sem nenhuma discriminação, este serviço da SBS procura mostrar aspectos positivos e polêmicos do setor, sempre no sentido de contribuir para o crescimento e fortalecimento da silvicultura. As dificuldades impostas pela crise financeira atual exigem reposicionamento para a prestação deste serviço. Para que possamos dar continuidade e manter a Rede SBS dia a dia, esperamos contar com a colaboração dos usuários desse boletim. O usuário que contribuir com o valor de R$ 50,00 / ano, além de continuar recebendo o boletim diário, terá direito a um exemplar eletrônico do Fatos e Números do Brasil Florestal 2008 – base 2007 encaminhado para o seu endereço eletrônico. Os interessados em colaborar devem enviar e-mail para SBS (sbs@sbs.org.br) com o assunto “Quero Aderir à Rede SBS Dia a Dia”, ou então entrar em contato com nossa Secretaria pelo telefone (11) 3719-1771 ou fax (11) 3714-4941 para receber instruções sobre como proceder.


PERGUNTAS SEM RESPOSTAS

A silvicultura brasileira é de fundamental importância à sustentabilidade de inúmeros setores industriais importantes na economia do país e imprescindíveis na vida do brasileiro. Papel, celulose, móveis, aço, chapas, biomassa para energia e secagem de grãos, madeira para habitação e mais uma infinidade de produtos, que fazem parte do dia-a-dia de todos nós, são originados de florestas plantadas. E estamos falando, principalmente, de florestas de eucalipto e de pinus! Esses setores industriais têm condições de sustentabilidade sem consumir uma só árvore da Floresta Amazônica, da Mata Atlântica, da Caatinga ou do Cerrado! O eucalipto e o pinus carregam o estigma de espécies satanizadas por conta dos incentivos fiscais do passado, quando se incorreu em muitos erros por falta de informação e tecnologia – então incipiente – e pelos falsos empresários daquela época. Isso é coisa do passado! Nos últimos 30 anos, a ciência florestal evoluiu muito e hoje temos uma silvicultura totalmente modernizada. É reconhecida, em nível nacional e internacional, como exemplo de atividade rural sustentável; assim atestam as certificações florestais que já abrangem mais de 60% das florestas plantadas brasileiras. Os setores industriais que se utilizam dessas florestas participam com mais de 3 % do PIB Nacional e geram mais de 2 milhões de empregos diretos e indiretos. Esses setores industriais têm suas capacidades de produção quase que duplicadas a cada 10 anos e, ainda assim, o Brasil participa do mercado internacional de produtos florestais com menos de 3%. Temos participação inferior à da Áustria. Futebolisticamente falando, nossa Seleção está perdendo para o Madureira!

Nossas florestas alcançam as mais elevadas produtividades do mundo. Produzimos em 7 anos o que países tradicionais em florestas levam 70 anos. Temos vantagens comparativas e competitivas que poderão nos colocar em posição de maior destaque no mercado internacional de produtos florestais. Temos, no curto prazo, condições de dobrar a quantidade de empregos gerados promovendo maior inclusão social na faixa dos mais necessitados. Mas de outro lado, ficamos, nos últimos 40 anos, à margem de políticas públicas para promover o crescimento do setor. Tivemos, nesse período, uma lei que criou os incentivos e outra que os extinguiu. Além disso, só tivemos instrumentos de regulamentação, quase sempre, preocupados com penalizações e correções, como se estivéssemos ainda no passado. Os empreendedores do presente ficaram com a conta decorrente dos erros do passado e com a incumbência de superar as inúmeras dificuldades para estruturar o setor com respeito e com credibilidade institucional.

A silvicultura é a atividade rural que atende integralmente ao Código Florestal e ainda cria adicionalidades ambientais. Temos para cada hectare plantado, um hectare preservado. Reconhecemos a necessidade de se rediscutir o Código Florestal para inclusão de novos conhecimentos científicos e consolidação de modernos conceitos de sustentabilidade. A silvicultura tem identidade própria para discutir e defender suas reivindicações.

Não podemos perder a oportunidade de lutar pela estruturação e expansão de um setor que tem tudo para ser modelo de sustentabilidade no meio rural e para oferecer uma extraordinária contribuição na mitigação dos problemas climáticos. Hoje, a área de florestas plantadas no Brasil é de 6 milhões de hectares. Há pouco, no Fórum Internacional de Mudanças Climáticas, o Brasil assumiu o compromisso voluntário de aumentar para 11 milhões de hectares a área de nossas florestas plantadas nos próximos 5 anos. Sabemos que essa proposta partiu do Ministério do Meio Ambiente e é um grande desafio para a silvicultura. Essa atitude merece os nossos cumprimentos. É o momento oportuno para implementação de um Programa Nacional de Florestas Plantadas com metas definidas e os necessários instrumentos de políticas públicas. O Brasil tem tecnologia, academia competente, empresas empreendedoras; precisamos, apenas, juntar nossas forças e direcioná-las adequadamente. Uma decisão de Governo Federal nessa direção ficará na história da silvicultura brasileira. Todos, cientistas, empresários, profissionais, produtores florestais e entidades de classe estarão à disposição para colaborar! Enquanto nada acontece, ficam sem respostas algumas questões estratégicas:

1- Quem tem a responsabilidade institucional para estabelecer um Programa de Florestas Plantadas, que possa atender aos interesses econômicos, sociais e aos compromissos internacionais com as mudanças climáticas?

2- A silvicultura brasileira, por herança do passado, carrega um cipoal de instrumentos normativos, que só dificulta e não traz nenhum benefício à sociedade. Quem poderá provocar as devidas alterações, visando compatibilizar uma legislação federal descentralizadora, que simplifique as exigências legais nos diferentes Estados e facilite a implementação dos novos empreendimentos do setor?

3- O setor de florestas plantadas necessita de um programa de médio e longo prazos, que indique onde e quanto plantar. Ao mesmo tempo, há necessidade de políticas públicas que façam o programa acontecer. Quem deve tomar essas iniciativas?

4- Mesmo apresentando benefícios sociais, econômicos e ambientais expressivos, o apoio e o reconhecimento do Poder Executivo ao setor produtivo de florestas plantadas são tímidos. Por quê o Governo federal não conduz uma campanha de valorização dessa atividade e dos produtos e serviços derivados das nossas florestas plantadas no Brasil e no Exterior (a exemplo do que tem feito com o etanol)?

5- Será que essas questões podem ser resolvidas sem uma atuação efetiva do Governo Federal?

6- Quem responde no Governo Federal pelas questões da silvicultura?

Nelson Barboza Leite - nbleite@uol.com.br



Todos

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