RESPOSTA DO MINISTRO MINC A CRÍTICAS DE AMBIENTALISTAS

"Prezados ambientalistas


Fui surpreendido por uma nota crítica da FBOMS aos nossos dez meses de gestão, é frente do Ministério do Meio Ambiente. Primeiro pelo tom pouco companheiro, cheio de insinuações infundadas (estariam tramando uma contrarreforma no MMA???), e pelo balanço absolutamente parcial e sem qualquer menção positiva.

Lembro que nestes dez meses:

1 - O desmatamento na Amazônia caiu 45% comparado aos mesmos meses anteriores;

2 - Passamos a ter um Plano Clima, metas e o Fundo Amazônia, o que nunca tivemos;

3 - Assim como o Decreto da Mata Atlântica;

4 - O Decreto de Crimes Ambientais;

5 - Os preços mínimos para dez produtos extrativistas;

6 - A entrada do MMA na pauta do Saneamento Ambiental;

7 - As placas solares para o PAC da Habitação;

8 - A obrigação de abatimento de emissões de CO2 das térmicas a óleo e a carvão;

9 - O programa de troca de dez milhões de geladeiras por outras mais eficientes e sem CFC;

10 - Passamos a monitorar todos os biomas Caatinga, Pantanal, Cerrado, Mata Atlântica  e não apenas a Amazônia, como acontecia antes.

Muito tendencial um balanço que é um pote até aqui de mágoa? e que simplesmente omite esses dez pontos  e que são apenas alguns que selecionamos.
O MMA reforçou o diálogo com a SBPC e a comunidade científica. Reforçamos o diálogo com os extrativistas, seringueiros, GTA , do que resultou a elaboração / contratação de 110 planos de manejo. Note-se que de 56 RESEXs, apenas duas tinham plano de manejo concluído.

Reforçamos o diálogo com as ONGs do clima, suas críticas foram incorporadas e hoje temos METAS de redução de desmatamento e, consequentemente, de redução de emissões de CO2, internacionalmente reconhecidas.

Recebemos semanalmente dezenas de ONGs, do Nordeste como as agrupadas na ASA, do Cerrado, da Mata Atlântica, que deram sugestões ao Decreto da Mata Atlântica e da Amazônia, parceiras do monitoramento da soja e do Pacto da Madeira Sustentável.

Quanto às críticas relacionadas com execução, convênios, PDA, é certo que herdamos dificuldades, burocracias, baixo orçamento, e ainda o Ministério do Planejamento baixa normas restritivas e de difícil cumprimento.

Durante o Fórum Social Mundial de Belém, em que participamos de nove atividades com ONGs, lideranças indígenas, saúde do trabalhador, amianto, agrotóxicos, realizamos uma reunião paralela com dezenas de ONGs, com a participação do nosso assessor Luizão (ex-FASE) e outras com a participação da nossa secretária nacional Samyra Crespo (ex-ISER) para ajudar a equacionar, minimizar ou suplantar vários desses entraves, reais. Creio que merecemos uma postura menos maniqueísta e mais proativa.

Saudações ecológicas e libertárias do Carlos Minc"

Fonte: E.labore.