|
SBS REÚNE-SE COM LÍDER DO GOVERNO NA ASSEMBLÉIA PAULISTA
Considerações sobre florestas e a indústria de base florestal
no Estado de São Paulo
1 – São Paulo é o estado que mais consome madeira da Amazônia
e de florestas plantadas.
2 – Esteve sempre na vanguarda do desenvolvimento florestal do país,
com iniciativas exemplares como a implantação do Serviço
Florestal e seus hortos, instituições de pesquisa, universidades,
além dos trabalhos operacionais comprovadamente bem sucedidos das empresas.
3 – A indústria de base florestal em São Paulo anualmente
exporta cerca de US$ 1 bilhão e recolhe de impostos cerca de US$ 300
milhões; gera mais de 50.000 empregos.
4 – Temos milhares de hectares que podem ser reflorestados tanto para
recomposição ambiental quanto para produção de
madeira. São áreas com grande potencial para geração
de renda e emprego e estabelecimento de pólos regionais através
das diversas cadeias de produção, comercialização
e industrialização.
5 – Já temos iniciativas isoladas, em nível das diversas
secretarias, com sucesso comprovado: fomento; recomposição ambiental;
plantios com espécies nativas; tecnologia para uso múltiplo da
madeira; florestas para proteção e outros serviços; plantações
de seringueiras e outros.
6 – Temos linhas de financiamento para pequenos e médios produtores
e que, praticamente, não estão sendo utilizadas: PROPFLORA e
PRONAF FLORESTAL.
7 – A reposição florestal constitui-se em importante instrumento
de política setorial não utilizado em toda a sua abrangência
e potencialidade em São Paulo e a legislação específica
sobre este tema precisa ser revista e implementada.
8 – Estamos importando
madeira industrial (madeira de eucalipto e de pinus) de estados vizinhos.
9 – Não há dados precisos sobre o consumo de madeira em
São Paulo. Estima-se que seja superior a 40 milhões de m³ por
ano. A área reflorestada, segundo recente publicação do
Instituto Florestal de São Paulo é de 770 mil hectares e que
está se mostrando insuficiente para o abastecimento das indústrias
de base florestal: celulose e papel, chapas, carvão, serrarias, uso
energético, postes, cercas, além de florestas para resinagem,
extração de óleo e outros. Há de se definir as
diretrizes para aumentar a base florestal de São Paulo.
10 – Temos estruturas de serviços em empresas privadas e em entidades
governamentais, que podem participar imediatamente da implantação
de um programa florestal.
11 – Precisamos simplificar e desburocratizar a legislação
vigente e evitar que novos mecanismos e instrumentos legais limitem o desenvolvimento
florestal de São Paulo.
12 – Em nível de Câmara Setorial de Produtos Florestais
estaremos reunindo profissionais das empresas, do governo e da academia para
discutir e formatar um Programa Florestal Integrado, com transversalidade social,
ambiental, econômica e institucional.
13 – Sugerimos que o Governo Estadual, sob articulação
da Secretaria da Agricultura, inclua a questão das florestas plantadas
na agenda das grandes prioridades estaduais e adote mecanismos e instrumentos
estratégicos para consolidação e irreversibilidade do
processo de desenvolvimento florestal de São Paulo.
* Este documento, preparado pela SBS, foi apresentado pela Câmara Setorial
de Produtos Florestais ao secretário estadual de Agricultura, Pecuária
e Abastecimento de S. Paulo, Duarte Nogueira, e ao líder do governo
estadual na Assembléia Legislativa, Vanderlei Macris.
|