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POLÍTICA NACIONAL DE FLORESTA PLANTADA
11/03/2010
O subsecretário de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Ariel Pares, na reunião ordinária da Câmara Setorial de Florestas Plantadas, de terça-feira (9), em Brasília, apresentou proposta de Política Nacional de Floresta Plantada, que está em elaboração e discussão pelos representantes do setor, governo e instituições privadas. “A meta da Política Nacional de Floresta Plantada é conquistar liderança no mercado externo e criar novas oportunidades para a madeira e seus derivados no País”, ressaltou Ariel, ponderando, ainda, que é indispensável adequar as propostas da política nacional à realidade e necessidade dos diferentes segmentos, seja de papel e celulose, siderúrgico, carvão e energia. Com a proposta, pretende-se aperfeiçoar o sistema de licenciamento ambiental para plantio, de forma a dar mais segurança à cadeia produtiva, além de promover incentivos à adoção de sistemas, como o de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta. Segundo o subsecretário da Presidência da República, o desenvolvimento sustentável do setor vai criar novas oportunidades de emprego e renda, reduzir a pressão sobre as florestas nativas, adaptar o plano à discussão internacional sobre clima e ampliar a participação da energia renovável na matriz energética brasileira. O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, participou do encerramento da reunião e foi homenageado com uma placa de honra ao mérito. “Reafirmo aqui a grande importância desse setor para o País, em função da oportunidade de empregos que gera e do grande número de indústrias envolvidas na atividade”, pontuou o ministro. Segundo ele, os produtos florestais atendem os mercados externos mais exigentes.
ONG´S AMBIENTAIS RICAS E ESTRANGEIRAS ATROPELAM LOCAIS
Fundadores do Ipê (Instituto de Pesquisas Ecológicas) afirmam que organizações internacionais querem dizer “o que é melhor” para os países. Apressadas em obter resultados rápidos para justificar os recursos levantados, as grandes, ricas e poderosas ONG´s estrangeiras “atropelam” as menores na hora de implementar projetos ambientais no Brasil. É o que pensam os educadores socioambientais e fundadores da terceira maior ONG ambiental brasileira, o Ipê, Cláudio (61) e Suzana Padua (58). Em dezembro passado, o casal tornou-se a primeira liderança ambiental a vencer o Prêmio Empreendedor Social, realizado pela Folha de São Paulo e pela Fundação Schwab. Sem mencionar nomes, eles ressaltam as diferenças de atuação entre as ONG´s internacionais e as locais. Por falta de estrutura, dizem, as ricas sublocam organizações menores, mas a forma de fazer vem “de cima para baixo”. “Chegam com o projeto pronto, dizendo ‘sei o que é melhor para vocês’”, constata Claudio. Para o casal, as políticas ambientais internacionais são criadas “no mundo das agências multilaterais junto com quem tem assento lá, as organizações enormes”. Fonte: Folha de São Paulo.
SILVICULTURE-SE
Leiam, a seguir, o depoimento do engenheiro florestal Gilberto Ferreti, leitor dos boletins da SBS "Em relação à matéria apresentada no dia 09 de março no newsletter diário da SBS - BNDES VAI INVESTIR R$ 71 MILHÕES NA MATA ATLÂNTICA... No entanto, Márcio Macedo (chefe do departamento de Operações e Políticas de Meio Ambiente do BNDES ) avalia que existe um gargalo no País: a produção de mudas e sementes. Em Santa Catarina, alto vale do Rio Itajaí, estamos com mais de 1 milhão de mudas nativas encalhadas, disputando com unhas e dentes uma vendinha, pois produtores familiares praticamente dão suas mudas. Determinados tipos de embalagens já não são mais viáveis de serem produzidas.Enquanto isto, se fala em falta de produção de mudas e sementes !!!! O Governo, através do MAPA, com o RENASEM, nos amarra e torna inviável a produção. Ainda bem que ainda não existe fiscalização, pois senão não existiria um só produtor de nativas.”
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