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RECUPERAÇÃO DO SETOR MOVELEIRO NORTE CATARINENSE E CRESCIMENTO NO MERCADO INTERNO
05/07/2010

As informações de 2009 das indústrias do segmento madeira e móveis de São Bento do Sul, Rio Negrinho e Campo Alegre, demonstram as dificuldades para a manutenção das exportações e destaque para o crescimento de 98% das vendas para o mercado interno. O levantamento é uma iniciativa do Sindusmobil, Sindicom, Arpem e realizado pela AMC Assessoria Empresarial com a coordenação de Adelino Denk. A projeção de faturamento do setor em 2009 alcança um volume de R$ 815, 5 milhões, que é 21% superior às vendas do ano anterior. Em 2008, o faturamento havia registrado uma queda de 19%. As exportações tiveram uma redução de 21% no ano passado em relação a 2008, somando R$ 342 milhões. Considerando o faturamento em US$ (172 milhões) a queda foi ainda maior (27,5%). Ainda assim, 85% das exportações da região estão no setor madeira e móveis e as três cidades do APL representam a quinta região exportadora do estado. As vendas para o mercado interno aumentaram 98%, somando R$ 464,5 milhões, representando apenas 30% em 2007 e em 2009 representam 58%, reduzindo a participação da exportação de expressivos 70% em 2007 para 42% em 2009. Num período curto uma grande mudança, apontando para a diversificação de mercados que deve ser mantida estrategicamente para evitar as crises em momentos de grande oscilação tanto no mercado nacional como no externo. "Não se deve colocar todos os ovos numa única cesta". Apesar do prejuízo acumulado pelas empresas num valor considerado elevado em torno de R$ 76 milhões, representando 9,3% do faturamento, entende-se que o pior da crise está sendo superado e com todos os investimentos realizados os prejuízos serão amortizados pelos lucros futuros. Esse crescimento é resultado das iniciativas realizadas pela indústria, investindo em qualidade, produtividade e design, além da criação do Biomóvel como diferencial competitivo. A marca regional com ações estratégicas de mercado e eficiência produtiva, auxiliará o setor a se tornar referência para o mercado nacional e internacional. O mercado de móveis representa grande potencial no Brasil, pois participamos com apenas 2% da produção mundial e temos grandes áreas e recursos para aumentarmos a produção e abastecer o mercado nacional que cresceu 35% em 2009. Podemos também continuar abastecendo o mercado internacional, liderado pela China com expressivos 25% da produção mundial que superou os Estados Unidos, após a crise de 2008. Para tanto necessitamos de eficiência produtiva, redução de custos, qualidade e design para manter a competitividade no mercado interno, manutenção das exportações e evitar o aumento expressivo das importações que poderão prejudicar a indústria nacional.Fonte: AMC



STJ DECIDE POR RECOMPOR RESERVA LEGAL

A 1ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que o proprietário de imóvel rural é obrigado a recompor a vegetação nativa em área de reserva legal ainda que o desmatamento não tenha sido feito por ele. Os ministros negaram os pedidos formulados em recurso pela Usina Santo Antônio. A empresa contestava a interpretação dada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) às leis de proteção ambiental. A legislação exige que os imóveis rurais mantenham certo percentual de reserva florestal, variando conforme a flora e a região do país, e que os proprietários recomponham a vegetação quando degradada. Segundo os advogados da usina, o percentual - 20%, no caso - deveria ser calculado apenas sobre a área de vegetação nativa remanescente, e não sobre o total da propriedade.O ministro Teori Albino Zavascki, relator do recurso, rebateu a tese, afirmando que ela levaria a resultado absurdo. "As áreas inteiramente devastadas não estariam sujeitas a qualquer imposição de restauração, já que sobre elas não haveria obrigação de promover reserva alguma." Para o ministro, o fato de o desmatamento ter sido feito por outras pessoas não desobriga o dono atual de recompor a mata nativa, pois a recomposição é ditada por lei e incide sobre a propriedade, sendo por isso um "dever jurídico que se transfere automaticamente com a transferência do domínio". Fonte: Valor Econômico/Adaptado por Celulose Online

SILVICULTURE-SE

Como a conservação da reserva legal nas propriedades rurais é uma questão que atende os interesses da sociedade é preciso que haja uma contrapartida para haver esforço dos agricultores, segundo a engenheira florestal e consultora, Maria José Zakia. “Se a gente quiser reverter essa situação de cobertura vegetal, aumentar onde nós desmatamos demais e não cometer os erros do Sul e do Sudeste na Amazônia, a gente precisa transformar a propriedade rural em parceira da conservação.” Apesar de destacar que a vegetação nativa desempenha papel importante na produção agrícola, Zakia avalia que pequenos agricultores podem ter a sensação de “perda” com parte da área da propriedade destinada à preservação. Para contornar isso, “para incentivar que essa preservação seja um produto do bom manejo, é preciso instrumentos como o pagamento por serviços ambientais, não só instrumentos de comando e controle”. Porém, ela lembra da importância de fazer a diferenciação entre os proprietários que desmataram quando ainda era permitido e os que fizeram após haver a proibição legal. “Durante muito tempo nós tratamos os proprietários rurais como bandidos ou delinquentes, nos esquecemos de que durante muito tempo o desmatamento foi muito incentivado.” Segundo ela, a proposta de mudança do Código Florestal Brasileiro peca justamente nesse ponto ao desobrigar a recomposição da reserva legal para quem derrubou a mata até 2008, após a proibição. O engenheiro florestal e militante da Via Campesina, Luiz Zarref, concorda que há a necessidade de incentivar a recomposição e preservação das áreas de mata pelos produtores ruais. Entretanto, ele considera que a melhor maneira de incentivar os produtores a manter a reserva legal é fornecer subsídios para que se possa fazer uso econômico da mata. “O caminho que nós defendemos é a produtividade conciliada com a preservação da natureza.” Fonte: Jornal Dia a Dia



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