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ESPECIALISTAS ESTÃO OTIMISTAS EM RELAÇÃO AO MERCADO GLOBAL DE CRÉDITOS DE CARBONO
14/07/2010
Embora o mercado global de créditos de carbono ainda não tenha se recuperado dos efeitos da última crise financeira mundial, que reduziu à metade o preço pago em 2008 pelo equivalente a 1 tonelada de gases que contribuem para o aquecimento global, especialistas reunidos ontem (13), em São Paulo (SP), em evento promovido pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e pela Bolsa de Valores de São Paulo,“ se disseram otimistas quanto ao crescimento futuro do setor.Segundo a Associação Brasileira das Empresas do Mercado de Carbono (Abemc), o valor dos créditos já havia caído no ano passado no mundo inteiro, passando de 20 euros por tonelada de gases – equivalente a um crédito de carbono – para 10 euros a tonelada. De acordo com o especialista financeiro da Unidade de Financiamento de Carbono do Banco Mundial, Alexandre Kossoy, esse preço ainda se mantém.Os profissionais que atuam no setor alegam que dificilmente o segmento voltará a crescer no ritmo dos últimos anos antes da crise. Para eles, indefinições governamentais e a necessidade de os países aprimorarem leis têm afastado potenciais investidores, sobretudo as instituições financeiras que, por precaução, preferem aguardar até 2012 para colocar dinheiro em projetos capazes de gerar os créditos por meio da redução da poluição. Daqui a 18 meses, quando se encerra o primeiro período de vigência do Protocolo de Kyoto, muitas das atuais regras terão de ser revistas ou simplesmente deixarão de valer.Para Kossoy, embora o cenário para o próximo ano e meio não seja dos mais otimistas, a tendência é que a procura por créditos volte a crescer após 2012. “A Europa, por exemplo, não conseguirá por si só reduzir seus níveis de emissão de gases poluentes. Portanto, terá que continuar comprando créditos e a questão então é saber o quanto o mercado poderá crescer. “Atualmente só há garantias até 2012, mas sou otimista em relação ao que virá depois”. Hoje, não existe nenhuma indústria europeia que vá pensar em um projeto e não pense em créditos de carbonos. Mas há sim o risco de as empresas quebrarem ou deixarem o mercado devido à falta de garantias de que o mecanismo irá continuar”, disse o especialista, acrescentando que o tempo médio de aprovação de um projeto leva em média três anos e que, em 2009, o Brasil abocanhou apenas 3% dos US$ 2.7 bilhões negociados no ano passado.Para Kedin Kilgore, representante do banco inglês Barclays Capital, a regulamentação internacional do mercado é fundamental para que os investidores se sintam seguros para investir em projetos limpos. “Não se pode esperar investimentos se não se sabe quais serão as regras no futuro. Mesmo sendo diferenciado, o mercado ambiental precisa ser padronizado e tratado como qualquer outro ou então haverá uma depreciação de projetos, já que as incertezas regulamentares tornam impossível fixar contratos de longo prazo”. (Fonte: Alex Rodrigues/ Agência Brasil)
SUZANO RUMO ÀS FLORESTAS MODIFICADAS
A partir da compra da Futuragene, companhia britânica de biotecnologia que tem operações nos Estados Unidos, Israel, China e sudeste da Ásia, a Suzano Papel e Celulose avança rumo ao plantio de florestas geneticamente modificadas com fins comerciais. Além de acelerar as pesquisas na área de melhoramento genético, o negócio, de US$ 82 milhões, contribui para a estratégia de internacionalização da empresa brasileira e abre as portas de novos mercados, como o de fornecimento de tecnologia para culturas ligadas à produção de biocombustíveis ou do próprio gene modificado. Na área de eucalipto, a Suzano já conta com áreas de testes de plantio de florestas geneticamente modificadas, em algumas regiões do país, desenvolvidas a partir de tecnologia da Futuragene, na qual a empresa brasileira já detinha 7,6% de participação. A compra da companhia britânica valeria somente pelas pesquisas dedicadas ao eucalipto. Reconhecido mundialmente pelo baixo custo de produção e elevada qualidade da celulose, o país responde pelo menor tempo de corte da árvore para industrialização no mundo de, em média sete anos, ante até 30 anos na Europa. Hoje, o indicador de produtividade florestal é de 45 m3 por hectare por ano - na década de 70, o índice estava em 21 m3.Com o melhoramento clássico, esse indicador já era ascendente. O próximo salto qualitativo será com a biotecnologia. Em outras palavras, será possível produzir maior volume de madeira em áreas cada vez menores, o que também torna a estratégia sustentável. Haveria ainda ganhos potenciais em termos de investimentos - a partir da economia gerada pela maior produtividade florestal -, nas operações industriais e de logística. A compra da Futuragene, concluída ontem, também agrega ao portfólio da Suzano tecnologias que podem ser aplicadas às culturas de milho, algodão e outras espécies ligadas à produção de biocombustíveis e bioenergia. A companhia vai analisar qual o melhor modelo de negócios para cada segmento. A corrida da Suzano rumo ao desenvolvimento de tecnologias de melhoramento genético, aplicadas à área florestal, está alinhada à estratégia de inovação que levou a companhia a ser pioneira na produção da própria celulose de eucalipto, há mais de 50 anos. Até 2015, a capacidade de produção de papel e celulose deverá passar de 2,9 milhões de toneladas por ano para 7,2 milhões de toneladas anuais. Fonte: Valor Online
SILVICULTURE-SE
O governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, em reunião com a direção do Banco Mundial (BIRD), em Washington (EUA), na última sexta-feira, avançou nas negociações para que Minas Gerais seja o primeiro Estado brasileiro contemplado com o Fundo Ambiental para Ampliação do Sequestro de Carbono do BIRD. As siderúrgicas mineiras substituirão o uso de combustível mineral (fóssil) e do carvão de matas nativas por carvão de florestas plantadas. A expectativa é que o recurso comece a ser liberado até o fim do ano, quando o Banco Mundial pretende definir o valor a ser repassado para o Fundo Ambiental. O programa vai aumentar a extensão de área verde no Estado e resgatar da atmosfera toneladas de carbono emitidas pelas siderúrgicas na produção do ferro-gusa. A negociação junto ao BIRD ganha maior relevância em razão de a siderurgia vir registrando desempenho positivo nos últimos anos em todo o país. A produção nacional de aço bruto somou 2,9 milhões de toneladas em maio deste ano, aumento de 51% em relação ao mesmo mês de 2009. Anastasia se comprometeu ainda com o BIRD a colocar o governo de Minas à disposição de países africanos, repassando práticas conservacionistas ambientais adotadas no Estado. Fonte Jornal diário do comercio - AMS
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