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SETOR FLORESTAL DEVE RECEBER R$ 14 BILHÕES EM APORTES ATÉ 2014
20/07/2010
Terra farta e barata, produtividade imbatível e um mercado consumidor aquecido devem garantir até R$ 14 bilhões em investimentos diretos no setor florestal brasileiro até 2014. Cada vez mais atraídos pela solidez desses negócios, os investidores estrangeiros planejam prover ao menos 30% desse total.O estudo da consultoria especializada Consufor, baseado nas negociações em curso e em consultas diretas de interessados, aponta que só a implantação de novos maciços florestais garantirá aportes de R$ 5 bilhões ao setor nos próximos três anos.Os estrangeiros, representados por gestores de ativos florestais, apostam no negócio como investimento de longo prazo para diversificar carteiras, reduzir níveis de risco e elevar as margens de retornos financeiros. Os principais gestores da área, que manejam recursos de grandes bancos e companhias de seguro internacionais, já detêm 500 mil hectares de florestas de pinus e eucaliptos no Brasil, sobretudo na região Sul. Atrás do avanço da concorrência externa, nacionais como Florestal Brasil, GMR, Claritas e Vale Florestar correm para garantir espaço. Os fundos nacionais miram nesse plantio comercial para gerar contratos de suprimento, recuperação de áreas degradadas e replantio de florestas. Está em alta a demanda para atender celulose, papel, siderurgia e painéis de madeira. Nesse cenário positivo, a Consufor estima haver pelo menos 250 mil hectares em negociação atualmente entre investidores e indústrias do setor no Sul e Sudeste do país. No horizonte de ampliação dos negócios, também surgem opções consideradas atrativas aos novos investidores. A criação de sociedades de propósito específico (SPEs) entre investidores e indústrias tradicionais eliminaria intermediários e daria mais confiança aos negócios, avaliam os gestores da área.Além disso, o processo de concessões de "florestas públicas" pelo governo federal, cujo potencial soma 6,5 milhões de hectares de áreas nativas no país, funciona como um poderoso atrativo aos gestores de ativos. Os estrangeiros têm forte interesse na opção, que permite o "aluguel" de matas por 40 anos. Ao menos 4,5 milhões de hectares dessas áreas estão na Amazônia. Em Rondônia, por exemplo, parte dos 240 mil hectares da Floresta Nacional do Jamari são administrados pela gestora Amata Brasil. "Em cinco anos, o setor florestal baseado em madeira tropical sentirá os reflexos positivos de um novo perfil de investidores", prevê Marcio Funchal, da Consufor. Fonte: Valor online
MADEIRA DE CONTRATOS DE TRANSIÇÃO É REGIDA POR NOVOS PREÇOS Desde o começo da semana os preços praticados pela madeira em tora e resíduos de exploração florestal nos contratos de transição estão sendo regidos pela Instrução Normativa 02/2010 publicada pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal do Estado do Pará- Ideflor. A definição dos valores teve como base um estudo de preços que foi realizado pela Universidade Federal Rural da Amazônia – Ufra, em Portel, Breves e Melgaço, onde está a maioria dos contratos firmados. O Pará é o maior produtor de madeira da Amazônia. No ano de 2009, dos 14,2 milhões de m³ da madeireira extraída na Região Amazônica, o Pará contribuiu com uma produção de cerca de 6,6 milhões de metros cúbicos de madeira em tora nativa, representando 47% da produção regional. Segundo, Jorge Yared, diretor geral do Ideflor, com a instrução normativa os preços cobrados pelo Ideflor nos contratos de transição ficam mais atualizados e condizentes com o mercado. “Isso vai viabilizar uma maior oferta de madeira legal no mercado, e também de emprego, renda, fomento de atividades de base florestal em geral, além de representar maior arrecadação para o estado”, destaca Yared. Os novos preços não dizem respeito aos contratos assinados antes da publicação da Instrução Normativa. “Desde 2007, ano em que o Ideflor foi criado já foram assinados 14 contratos de transição, mas atualmente 10 estão ativos, envolvendo municípios como Portel, Melgaço, Chaves e Bagre”, informa o diretor de gestão de Florestas Públicas do Ideflor, Carlos Augusto Ramos. Contratos de transição são autorizações para aproveitamento florestal em áreas públicas do Estado por até dois anos após anuência de órgãos ambientais e fundiários. É um instrumento pelo qual o IDEFLOR passa a gerir as áreas de florestas públicas até a consolidação das concessões florestais. O primeiro edital de concessão está previsto para ser publicado no segundo semestre de 2010.
SILVICULTURE-SE
Jaguaiaiva-PR talvez seja o maior cluster florestal nesse momento no Brasil . Há uma diversidade de indústrias e de consumidores de madeira que foram atraídos para a região em função da base florestal constituida na época dos incentivos fiscais. É um cluster de sucesso que alimenta duas indústrias de papel - uma de LWC e uma de papel de imprensa -, duas fábricas de celulose marrom, uma indústria de MDF e mais de 100 serrarias, que consomem por volta de 16 milhões de m³ de madeira por ano. Para se ter uma idéia, nos quatro municípios ( Arapoti, Jaguariaiva, Pirai do Sul e Sengés) que compõem esse cluster, vivem 100 mil pessoas . Dessas 100 mil pessoas, se considerar o fator renda, mais de 60% da população vive da atividade florestal. É um cluster de uma significância muito grande e que poderia ser repetido em outros locais do país. O Chile hoje produz por volta de 22 a 23 milhões de m³ de madeira por ano e é tido como um país florestal, um país exportador de madeira. Mas o Chile não tem mercado interno e nós temos a força do mercado interno. Esse cluster, é pouco conhecido porque o setor florestal divulga muito pouco aquilo que faz. O setor florestal trabalhou muitos anos na defensiva, se defendendo do ataque ONGs ambientalistas, que criticam a nossa atividade, quando, na verdade, a gente sabe que essa crítica é sem nenhum fundamento; são críticas vazias, com falta de informação e muitas delas com conteúdos ideológicos muito grandes. Fonte: Edson Balloni – Ribas Florestal 2010
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