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EXPORTAÇÕES DE PRODUTOS FLORESTAIS
21/07/2010



No primeiro semestre de 2010 o setor florestal proporcionou ao  nosso País um saldo comercial de US$ 3,75 bilhões, valor 33,2% superior ao mesmo período de 2009. No bimestre maio-junho o valor das exportações de produtos de base florestal somou US$ 1,63 bilhão, 45% superior ao valor do mesmo período de 2009. As exportações de celulose e papel apresentaram quedas no volume (11,2%)  e  valor  (4,5%) . Entretanto quando comparadas com o mesmo bimestre de 2009 o valor  exportado  foi 56,4% superior, enquanto o volume foi 5,3% maior. O volume  e a exportação de madeira serrada foram, respectivamente, 7,8% e 1,3% inferiores ao mesmo período de 2009. As exportações de compensados experimentaram aumento  significativo para o período, com aumentos de 71% no valor e 22,2% em volume. O volume e as exportações de móveis apontaram altas de 4,9% e 7,7% no último bimestre quando comparados com o mesmo período de 2009. Fonte: Radar Silviconsult julho2010


SATÉLITES INDICAM QUEDA DE 47% DO DESMATAMENTO NA FLORESTA AMAZÔNICA

Faltando apenas dois meses para o período de coleta de dados da taxa anual de desmatamento, o ritmo de abate de árvores na Amazônia indica uma queda de 47%. A redução é maior que a registrada no ano passado, de 42% - até então um recorde nacional. A indicação de nova queda aparece nos dados acumulados durante dez meses - entre agosto de 2009 e maio de 2010 - pelo Deter, o sistema de detecção do desmatamento em tempo real. Divulgado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o Deter é usado para orientar a ação de fiscais no combate à devastação da Amazônia. O Deter captou desde agosto passado o corte de 1.567 km² da Floresta Amazônica, área maior do que a cidade de São Paulo. Mas o sistema conta apenas uma parte da história do que acontece na região. Mais rápido e menos preciso, o Deter não capta desmatamentos em áreas com menos de 50 hectares (meio quilômetro quadrado). Vem daí a principal diferença entre o sistema de detecção do desmatamento em tempo real e o Prodes, que mede a taxa oficial, divulgada ao final de cada ano. No ano passado, o Prodes mediu redução recorde de 42% no ritmo do desmatamento. A área abatida foi a menor desde o início da série histórica do INPE, em 1988. Entre agosto de 2008 e julho de 2009 foram devastados 7.464 km² de floresta, ou cerca de cinco vezes o tamanho da cidade de São Paulo. No ano anterior, a Amazônia havia perdido quase 13 mil km² de floresta. Essa queda recorde foi registrada depois de um ano de interrupção em um período de queda do abate de árvores, que vinha se mantendo desde 2004, e de uma crise no governo. Foi resultado, sobretudo do aumento de fiscalização e de medidas como o corte de crédito aos desmatadores e o embargo da produção em áreas de abate ilegal de árvores. A nova taxa oficial de desmate ainda depende das medições dos satélites em junho e julho, que tradicionalmente apresentam ritmo acelerado de corte de árvores. O período mais complicado na preservação da floresta começa com o fim das chuvas na região e segue até outubro. Fonte:  O Estado de S. Paulo

SILVICULTURE-SE

A sua existência recente, quando comparada aos demais setores agrícolas brasileiros, e sua implantação, sempre regulada pelas obrigações impostas pela legislação ambiental, talvez explique, juntamente com outros fatores, como certificação, mercado externo e a visão dos profissionais pioneiros no setor, os altos investimentos realizados pelo setor na área ambiental. Esses investimentos resultaram na instalação de Áreas de Preservação Permanente e Reserva Legal para atendimento à legislação, e o setor florestal, impulsionado pelas pesquisas realizadas, foi mais além, com o monitoramento ambiental, melhoramento genético, cultivo mínimo, planejamento ambiental apoiado em sistemas de informações geográficas, manejo integrado de pragas, entre outras técnicas que aperfeiçoaram o manejo florestal, tornando-o mais eficiente e de menor impacto ambiental. Embora ainda seja controverso calcular seu retorno econômico, é consenso que os investimentos realizados foram positivos e auxiliaram no aumento da produtividade, reduziram efeitos adversos ao meio ambiente, permitiram melhor conservação do patrimônio florestal, reduziram conflitos com a comunidade, além de iniciarem o processo de busca de um manejo florestal mais sustentável. Fonte: Silvio F.B. Ferraz em Revista Opiniões



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