.
   

 

 

 


SETOR DE CELULOSE MANTÉM RITMO
26/07/2010

Impulsionado pelo aumento da demanda decorrente das festividades de final de ano e por uma crescente pressão de custos, o setor aponta para novos reajustes até o final de 2010. A indústria de papelão ondulado, que encerrou os seis primeiros meses deste ano com expansão nas vendas de aproximadamente 20% em relação a igual período de 2009, foi a primeira a anunciar que o ambiente de negócios permanece inalterado no segundo semestre. Com isso, a indicação é de alta nos preços. "Ainda há uma defasagem a recuperar (nos preços), além do que já ocorreu até julho", alerta o presidente da Associação Brasileira do Papelão Ondulado (ABPO), Ricardo Trombini. O reajuste médio esperado para o segundo semestre é de 15% e visa, em grande parte, compensar a elevação dos custos com as aparas utilizadas na confecção de embalagens de papelão ondulado. "A apara, que chegou a ser vendida em R$ 220 por tonelada no final de 2009, está sendo comprada a R$ 520", justifica o presidente do Grupo Orsa, Sérgio Amoroso, para quem ainda há pressão por preços elevados na cotação do insumo. Outro fator preocupante é o elevado nível das cotações internacionais da celulose, matéria-prima da cadeia de papéis. "A China tem consumido todo o mercado de aparas e continua com as compras de celulose", destaca o executivo da Orsa, que disputa com a Rigesa o posto de segunda maior fabricante do setor - a liderança é ocupada pela Klabin. Concomitante, a demanda por papelão ondulado permanece aquecida, acompanhando os indicadores de vendas do varejo brasileiro e da recuperação da economia no mercado externo. O ápice da demanda deve ocorrer entre setembro e outubro, quando os estoques são formados para atender os pedidos de final de ano. A combinação entre aumento da procura e alta de custos tem forçado fabricantes cuja produção não é integrada (compram celulose de terceiros) a converter esse cenário em novos reajustes. Fonte: Painel Florestal



METSO PAPER INVESTIRÁ R$ 30 MILHÕES UNIDADE NO PARANÁ

Em Araucária (PR), a Metso Paper investirá inicialmente R$ 30 milhões na modernização e ampliação de sua estrutura para atender as demandas do novo ciclo de expansão da indústria brasileira de celulose. A atual unidade, instalada em Curitiba (PR), será repassada ao grupo Aker quando o novo complexo estiver concluído. Antes da mudança, a Metso já terá conhecimento de quais novos projetos assumirá no Brasil. Entre as concorrências que participa no momento, e cuja definição deverá ser anunciada ainda este ano, estão os projetos da Eldorado, no Mato Grosso do Sul, e da parceria entre Arauco e Stora Enso no Uruguai. Além disso, a Metso Paper deverá participar também de outras concorrências, incluindo a expansão da Fibria no Mato Grosso do Sul, as duas novas fábricas da Suzano Papel e Celulose no Nordeste, a expansão da Veracel e as novas fábricas da Celulose Riograndense e da Klabin, entre outras. O novo ciclo de investimentos do setor, segundo a Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa) deve somar aproximadamente US$ 20 bilhões. O aporte já anunciado de R$ 30 milhões representa 60% de um plano de investimentos da companhia dividido em três fases. Caso ele seja implementado integralmente, a companhia aportará R$ 50 milhões em Araucária. Além do complexo em Araucária, a Metso Paper também opera uma unidade em Sorocaba (SP). A maior parte da equipe é voltada para o segmento de celulose, que atualmente responde por 85% das suas atividades na América do Sul. Esse número deve superar 90% com o novo ciclo de investimentos do setor. Entre as apostas da empresa na região está a área de energia, voltada ao funcionamento de equipamentos como as caldeiras utilizadas nas fábricas de papel e celulose. Fonte: Cruzeiro On Line

SILVICULTURE-SE

Vantagens e desvantagens existem em quaisquer negócios ou atividades empresariais.Podar ou desramar árvores exige conhecimento, técnica, qualificação e mercado para madeira "clear". Também exige silvicultura de excelente qualidade para evitar se gastar e podar florestas ruins e com baixo potencial de produção de madeira. A poda melhora a qualidade da madeira da floresta de eucalipto para usos que pagam maior valor por madeira isenta de nós. Costuma-se, de forma algo equivocada, chamar de usos nobres para a madeira, embora os outros usos também exibam nobreza, como celulose para papel, etc. Há quem defina esses produtos como os de maior valor agregado, que exigem por isso madeira "clear" e que pagam mais por essa qualidade. Entretanto, é preciso ficar claro que apenas com a poda não vamos conseguir toda essa qualidade demandada. Há necessidade de qualidade genética adequada para que a floresta produza volume e madeira de qualidade, até mesmo para compensar essa onerosa operação de poda. Também as demais operações silviculturais e de colheita devem ser estado-da-arte para evitar desperdícios, perdas de rendimento, de eficiência, etc. Não se pode destruir com operações inadequadas o valor que se quer agregar com a poda. Um adequado manejo florestal, englobando podas e desbastes, valendo-se de boas tecnologias e genótipos florestais, não agrega apenas qualidade, produtividade e lucratividade à floresta plantada. Também permite maiores facilidades operacionais, alternativas para uso em atividades múltiplas, bem como melhora a qualidade ambiental pela maior biodiversidade do sub-bosque formado pelos espaçamentos mais abertos após os desbastes.Cabe ao produtor de florestas plantadas conhecer muito bem o que vai ter que fazer e suas perspectivas. Fonte: Celso Foelkel em Eucalyptus Newsletter



Envie esta matéria para um amigo


voltar