|
|
GOVERNO CORTARÁ CRÉDITO DE PRODUTOR QUE DERRUBAR CERRADO
28/07/2010
O governo prepara medidas para cortar o crédito rural de produtores com imóveis em uma área de quase 24% do território nacional como forma de conter o desmate no Cerrado, informou ao jornal O Estado de S. Paulo a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. No Cerrado, o ritmo de corte da vegetação é mais acelerado que na Amazônia. Decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com medidas de combate à devastação no bioma será editado em setembro, disse a ministra. O Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento no Cerrado também estimulará a proteção por meio de pagamento de serviços ambientais. O corte de crédito aos produtores que desrespeitam a lei ambiental foi a medida mais polêmica adotada pelo governo em 2008 para deter o ritmo de abate da Floresta Amazônica. Na época, o avanço das motosserras havia interrompido um período de três anos na queda das taxas de desmate. Com o corte do crédito aos desmatadores, associado à ação dos fiscais, a Amazônia deverá exibir, pelo segundo ano consecutivo, a menor taxa de devastação desde que começou a medição, em 1988. Estudo do Ministério do Meio Ambiente divulgado ontem apontou o Cerrado como o mais sensível dos biomas brasileiros. A taxa de desmate entre 2002 e 2008 superou a da floresta, proporcionalmente à extensão do bioma: 0,69% contra 0,42% na Amazônia. Em tamanho, o Cerrado só perde para a Amazônia, que domina mais de 49% do território nacional. O Cerrado detém quase 24% e abrigou a principal fronteira agrícola do País. Fonte: O Estado de S. Paulo.
PARANAGUÁ PLANEJA SALTO DE 60% EM PAPEL E CELULOSE
Em 2009, a exportação desses produtos pelo terminal foi de 510 mil toneladas. A direção do porto de Paranaguá (PR) tem planos de aumentar em 60%, nos próximos dois anos, o escoamento de papel e celulose exportados pelo terminal. Um terreno de 500 mil metros quadrados no próprio porto integra o projeto para receber a futura movimentação desse tipo de carga. No ano passado, foram exportadas 510 mil toneladas de papel e celulose por Paranaguá, um crescimento de 32% em relação a 2008. A Klabin é a principal empresa exportadora do produto no porto paranaense, com o despacho de 429 mil toneladas no ano passado. Paranaguá só perde em movimentação de papel e celulose no país para Santos (SP). A nova área, onde ficaria abrigado o setor para despacho das cargas de papel e celulose, será licitada ainda neste semestre. Objetivo é que um consórcio de empresas o administre, segundo o diretor empresarial do porto, João Batista Lopes dos Santos. A proposta de licitação terá de ser aprovada ainda pela Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) e pelo Conselho de Autoridade Portuária, que reúne os próprios administradores e representantes de todos os operadores do terminal. De acordo com o dirigente, o porto já foi contatado por empresas do setor de papel e celulose para expandir seu despacho por Paranaguá, hoje centralizado em SP. Santos afirma que o planejamento da nova área se tornou viável diante da regularidade de rotas de navios, oferta de mão de obra -que abrange cerca de 11 mil pessoas- e disponibilidade de espaço para expansão. Europa e Estados Unidos são os principais mercados de papel e celulose brasileiros. "O que estamos querendo fazer [com a expansão das exportações] é incrementar uma série de potenciais de infraestrutura já existentes aqui", afirma. Fonte: Folha de S. Paulo/Adaptado por Celulose Online
SILVICULTURE-SE
Se considerarmos todos os custos de colheita própria de uma grande empresa, incluindo os custos de administração, jurídico, financeiro, suprimentos e treinamento, ou seja, overhead, não devem ser muito diferentes dos custos de um prestador de serviços que utiliza os mesmos recursos com mais agilidade e flexibilidade na gestão dos serviços, seguindo as normas ambientais, de ergonomia e de segurança, além de um bom nível de mecanização. As grandes empresas têm dado prioridade à utilização dos recursos para investimento no aumento da produção industrial. Uma oportunidade que temos hoje é para a mecanização de pequenas empresas, que têm recebido pressões devido à alta utilização de mão de obra braçal própria ou terceirizada, gerando passivos trabalhistas para o futuro. Para isso, é fundamental dispor de uma escala de produção suficiente para viabilizar os investimentos em máquinas e reduzir os atuais desembolsos mensais. Seguindo a tendência mundial, cada vez mais a colheita mecanizada será efetuada por empresas terceirizadas profissionais, atuando em parceria com as grandes empresas contratantes para obtenção de resultados em conjunto. Fonte: Engº Jorge T. Yonezawa em Revista Opiniôes
Envie
esta matéria para um amigo
voltar
|