TORRES DE VIGILÂNCIA FLORESTAL

Pieter W.Prange *

Com o amplo crescimento das novas áreas de reflorestamentos como efeito dos incentivos fiscais florestais concedidos entre 1966 e 1986, também, outras preocupações de diversas origens afloraram entre os profissionais da área. O impulso das atividades florestais ocorreu em todo o Brasil, porém com particular destaque no Sul do país, onde já existiam diversos pólos florestais, geralmente por iniciativa das indústrias de celulose mas, também, de algumas indústrias madeireiras

Entre os problemas enfrentados pelos profissionais do setor no período figuravam: baixa disponibilidade de máquinas especiais e de sementes, excesso de regras e normas legais, escassez de mão-de-obra especializada. Também havia dificuldades em encontrar no mercado equipamentos de vigilância e combate a incêndios florestais. Esses incêndios eram na maioria provenientes de descuidos e também de hábitos tradicionais na região, em especial nas áreas de campos naturais, como a de Lages,SC.

Foi então, por volta de 1965, que a antiga empresa papeleira Olinkraft Celulose e Papel Ltda., encomendou a uma empresa, que produzia torres de ferro galvanizado para a transmissão de energia elétrica, as suas primeiras torres de vigilância florestal instaladas em Santa Catarina.

Essas torres de vigilância florestal eram do mesmo modelo empregado pelo Serviço Florestal Norte-Americano, com escadas internas e com uma altura de 25 metros até a base da cabine de observação, toda envidraçada e com radiocomunicação e goniômetros de triangulação.

O curioso é que essas torres não possuem esticadores ou cabos de aço de fixação contra o balanço do vento, sendo montadas em uma fundação de quatro troncos de pirâmide, de concreto armado.

Passados mais de 35 anos da época da instalação, as torres instaladas pela Olinkraft, em área que agora pertence à Klabin S/A., continuam firmes, prestando excelentes serviços sem que houvesse necessidade de reparos ou manutenções especiais.


* Consultor Florestal