ZORRA NA FLORESTA
Pieter W. Prange*

Zorra não é apenas o nome de um atual programa de televisão. Muito antes da existência da TV com imagens em cores ou até em preto e branco a palavra Zorra já era conhecida e usada no ramo madeireiro, principalmente no Sul do Brasil.

Na extração de madeira, especialmente em toras e nas épocas das chuvas mais intensas, que coincidem com o período de inverno na região Sul do Brasil, a zorra era um equipamento de grande utilidade nos anos 40 e seguintes até surgir a atual mecanização florestal. Era, então, usado na extração dos troncos de madeira, especialmente quando as condições de explotação se tornavam muito difíceis. Naquela época, não existiam no país os atuais tratores tipo “Skidders” e o trabalho era muito artesanal e braçal.

A zorra é semelhante a um grande trenó, geralmente formado por duas grandes toras colocadas no sentido longitudinal, cobertas na sua parte frontal de uma capa de ferro ou aço para facilitar o seu deslizamento na lama e barro e evitar o acúmulo, durante o seu arraste, das galhadas e outros obstáculos. Um trator de rodas ou geralmente de esteiras, arrastava a zorra carregada de madeira a ser industrializada até um local de carregamento em caminhões.

* Consultor Florestal